segunda-feira, 23 de abril de 2012


"Democratização da ECT"
Mais um golpe da direção majoritária da FENTECT contra os trabalhadores


Sob o argumento de uma suposta “democratização” da ECT a direção majoritária da FENTECT, Articulação/CUT e CTB, busca mais uma forma de estreitar a relação de parceria e de conciliação de classe com o governo e a direção da ECT.
Como se não bastasse a presidente da república, o ministro das comunicações e o presidente dos Correios serem todos membros do partido que se diz “dos trabalhadores”, ainda dizem precisar de um “representante” dos trabalhadores no conselho de administração da empresa para buscarem uma “democratização” na ECT. Além destes, o presidente da ECT ainda tem como chefe de seu gabinete um dirigente da executiva nacional da CUT –central “única” e “dos trabalhadores”-, o Sr. Adeilson Telles, membro da ARTICULAÇÃO SINDICAL.
Falemos a verdade: alguém acredita nesse argumento falacioso de busca de democratização?
No dia 16 de março foi publicada no site da FENTECT uma notícia dando conhecimento da solenidade de posse de engomadinhos numa comissão eleitoral paritária entre FENTECT e ECT. Representando a FENTECT estão seus dirigentes Paulo André e Golbery, membros da ARTICULAÇÃO; Kiko, membro da CTB e Robson, membro do PSOL. Essa comissão terá a tarefa de organizar o pleito do Conselho de Administração da ECT.
Eles terão o prazo de 120 dias para a realização da eleição e divulgação do resultado. Ou seja em julho de 2012, mês que antecede a nossa data-base. Em vez de estar organizando uma forte campanha salarial, para termos um bom acordo coletivo de trabalho, após a realização do XI CONTECT, a direção majoritária da FENTECT estará organizando o pleito do conselho de administração da empresa. Dá pra entender?
Após todo esse esforço em “busca da democratização”, o conselheiro eleito “representante dos empregados” não participará das discussões e deliberações sobre assuntos que envolvam relações sindicais, remuneração, benefícios e vantagens, inclusive matérias de previdência complementar e assistenciais, hipóteses em que fica configurado “o conflito de interesse”. É exatamente isso que impõe a Lei 12.353/2010, sancionada pelo ex-presidente Lula no apagar das luzes de seu segundo mandato em dezembro de 2010.
Enquanto isso, a categoria continua sofrendo em nível nacional com a brutal sobrecarga de trabalho, com a compensação forçada dos dias da greve, assédio moral do SAP, assaltos nas agências e nas ruas, etc...
Exigimos que a direção majoritária da FENTECT rompa com essa parceria de conciliação com o governo e direção da empresa e se coloque a frente das lutas mais sentidas da nossa classe.

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