segunda-feira, 22 de julho de 2013

“Postal Saúde” - O Maior Ataque ao Benefício de Assistência Médica, Hospitalar e Odontológica dos Trabalhadores dos Correios.



“Postal Saúde”
O Maior Ataque ao Benefício de Assistência Médica, Hospitalar e Odontológica dos Trabalhadores dos Correios.



FRENTE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS



Apresentação

Esta cartilha é uma primeira contribuição ao estudo sobre a POSTAL SAÚDE. Nosso objetivo é iniciar, estimular e aprofundar este estudo, buscando toda forma de especialização (técnica, política e jurídica) no assunto, para a melhor capacitação dos militantes e ativistas sindicais, para que em seus locais de trabalho possam travar a disputa da consciência de cada trabalhador e trabalhadora dos Correios, contra a posição da direção da ECT e do governo federal.

Este estudo ainda é muito inicial em razão da ausência de maiores dados sobre a POSTAL SAÚDE. Entretanto, não podemos esperar mais, sob o risco de entrarmos tarde neste debate, tendo em vista que o primeiro melhor momento de fazê-lo será agora, quando se inicia a campanha salarial da categoria ecetista.

Introdução

O objetivo principal da POSTAL SAÚDE é “operar planos privados de assistência à saúde”. (Artigo 3º do Estatuto da Postal Saúde).
A privatização do nosso benefício de Assistência Médica, Hospitalar e Odontológica é uma política consciente de privatização do governo Dilma (PT).

Vejamos:

- Os governos do PT privatizaram rodovias, hidroelétricas, bancos estaduais e jazidas petrolíferas, com inclusão do pré-sal. Inclusive, implementou a privatização por via das PPP (parcerias público-privadas),  como  foi o caso da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
- O governo Dilma também continua privatizando. Privatizou a Previdência dos servidores públicos, aeroportos, Hospitais Universitários, rodovias federais, e agora está retomando os leilões do petróleo brasileiro.

A privatização dos Correios nos governos do PT:

Em 2008, o governo Lula instituiu o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), o qual concluiu seu trabalho propondo as seguintes diretrizes para a “modernização” da ECT:
·                       Ampliação do âmbito de atuação da ECT, abrindo mercado no Exterior;
·                       Alteração do objeto da ECT: constituição de empresas subsidiárias, controladas e coligadas ou participação em outras empresas;
·                       Utilização de mecanismos já existentes no arcabouço jurídico da Administração Pública Federal: a legislação das PPP (Parceiras Público-Privada);
·                       Organização da ECT como Empresa Pública sob a forma de Sociedade por Ações (S/A);
·                       Aperfeiçoamento dos mecanismos de governança, com a eleição de um trabalhador no Conselho de Administração (Cooptação);
·                       Modificando o Estatuto da ECT. Já modificado por duas vezes: em 16/05/2011 (Decreto 7.483) e em 17/05/2013 (Decreto 8.016);
·                       Adicionalmente foram abordados pelo GTI alguns sinalizadores de valor estratégico:

=> A adoção da MERITOCRACIA como diretriz principal para o aproveitamento, reconhecimento e valorização da força de trabalho, com destaque para o seguimento gerencial (Choque de Liderança);
=> O aprimoramento do sistema “CorreiosSaúde” visando seu equilíbrio e sustentabilidade.

·                       Em abril de 2011, o governo Dilma editou a tão conhecida MP 532, convertida na Lei 12.490 aprovada em setembro de 2011, pelo Congresso Nacional com os votos dos deputados e senadores do PT e PCdoB. No mesmo mês de abril foi aprovado o Plano Estratégico – Correios 2020.



O que é o CorreiosSaúde (o plano atual)?

O CorreiosSaúde  é um benefício conquistado de Assistência Médica, Hospitalar e Odontológica prestado aos beneficiários, com abrangência em todo o território nacional, pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), e atualmente regido pelo Dissídio Coletivo de Trabalho - PROCESSO Nº TST-DC-8981-76.2012.5.00.0000 (Cláusula 11).

É um benefício conquistado de Autogestão, na modalidade coletiva empresarial patrocinada, em regime de compartilhamento, sob o registro ANS – nº 35376-1, que contempla atendimentos ambulatoriais, hospitalares, odontológicos, no território nacional, por meio de Ambulatórios Internos da ECT, da Rede Credenciada e do Sistema Livre Escolha. Atualmente o CorreiosSaúde atinge 395 mil pessoas entre beneficiários e dependentes.




As garantias da Cláusula 11 do referido Dissídio Coletivo

Cláusula 11 - ASSISTÊNCIA MÉDICA / HOSPITALAR E ODONTOLÓGICA.

A ECT, na qualidade de gestora ou por meio de contrato precedido de licitação, com vistas a manter a qualidade da cobertura de atendimento, oferecerá serviço de assistência médica, hospitalar e odontológica aos empregados ativos, aos aposentados na ECT que permanecem na ativa, aos aposentados desligados sem justa causa ou a pedido e aos aposentados na ECT por invalidez, bem como a seus dependentes que atendam aos critérios estabelecidos nas normas que regulamentam o Plano de Saúde, os quais, na vigência deste Instrumento Normativo, não poderão ser modificados para efeito de exclusão de dependentes. A participação financeira dos empregados no custeio das despesas, mediante sistema compartilhado, ocorrerá de acordo com os percentuais a seguir discriminados por faixa salarial, observados os limites máximos para efeito de compartilhamento citados no parágrafo 1º, excluída de tais percentuais a internação opcional em apartamento e a prótese odontológica, que têm regulamentação própria.

a) NM-01 até NM-16 - 10%
b) NM-17 até NM-48 - 15%
c) NM-49 até NM-90 - 20%
d) NS-01 até NS-60 - 20%.

§ 1º - O teto limite máximo para efeito de compartilhamento será de: a) Para os empregados ativos 2 vezes o valor do salário-base do empregado; b) Para os aposentados desligados 3 vezes o valor da sorria do beneficio recebido do INSS e suplementação concedida pelo POSTALIS.

§ 2º - Os exames periódicos obrigatórios para os empregados ativos serão realizados sem quaisquer ônus para os mesmos, obedecendo à grade de exames estabelecida pela Área de Saúde da ECT.

§ 3º - Enquanto durar o afastamento em razão de Acidente de Trabalho (código 91 do INSS), o empregado ativo terá direito à assistência médico-hospitalar e odontológica, sendo o atendimento totalmente gratuito na rede conveniada, no que se relaciona ao respectivo tratamento. Os valores relativos ao atendimento na rede conveniada para os casos não relacionados ao tratamento do acidente de trabalho serão compartilhados dentro dos percentuais estabelecidos nesta cláusula.

§ 4º - Os empregados afastados por Auxilio Doença (código 31 do INSS) terão direito à assistência médico-hospitalar e odontológica, sendo que os valores relativos ao atendimento na rede credenciada serão compartilhados dentro dos percentuais estabelecidos nesta cláusula.

§ 5º - A ECT garantirá o transporte dos empregados com necessidade de atendimentos emergenciais, do setor de trabalho para o hospital conveniado mais próximo.

§6º - Os aposentados citados no caput desta cláusula terão que ter, no mínimo, 10 (dez) anos de serviços contínuos ou descontínuos prestados à ECT, sendo que o último período trabalhado não poderá ter sido inferior a 5 (cinco) anos contínuos.

§ 7º - Os ex-empregados, aposentados na ECT a partir de 01/01/1986, que não tenham sido cadastrados, poderão efetuar, exclusivamente, a sua própria inscrição e a do seu respectivo cônjuge ou companheiro (a) no Plano de Saúde da ECT.

§ 8º - A ECT ressarcirá aos empregados ativos, mediante modelo de comprovação a ser regulamentado, o valor gasto em medicamentos definidos em lista própria, até o limite de R$ 28,00 (vinte e oito reais) mensais.

§ 9º - O disposto no parágrafo anterior não se trata de salário, conforme o inciso IV, § 2°, do Artigo 458 da CLT.

     REVISÃO: Embora não conste da petição inicial pedido de revisão quanto a esta cláusula, durante as tentativas de negociação ficou patente a preocupação dos trabalhadores quanto a possíveis alterações no atual sistema de assistência médica/hospitalar e odontológica. Assim, a fim de evitar controvérsias futuras, e direcionar as partes ao diálogo sobre o tema, é conveniente acrescentar à cláusula que “eventual alteração no plano de ASSISTÊNCIA MÉDICA / HOSPITALAR E ODONTOLÓGICA vigente na empresa, será precedida de estudos atuariais por comissão paritária”.



O que é a Postal Saúde?

É a Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios, entidade de Autogestão em saúde, criada repentinamente e sem nenhum debate com os supostos interessados. Será a sucessora da ECT na gestão do atual plano CorreiosSaúde.

Foi fundada em assembleia realizada em 30 de abril, no Auditório do Ed. Sede da ECT, em Brasília/DF, com a presença de 120 pessoas, entre ativos e aposentados, representando mais de 20 estados (DRs).

Nesta assembleia foram aprovados os seguintes itens:

         a) Fundação da POSTAL SAÚDE;
         b) Aprovação do Estatuto Social;
         c) Indicação dos representantes da ECT;
         d) Eleição dos “representantes” dos “beneficiários”;
         e) Posse dos eleitos e indicados.

Porque foi criada a Postal Saúde?

A direção da ECT elaborou um estudo do CorreiosSaúde, considerando os seguintes diagnósticos e prognósticos:

Em sendo mantida a situação atual:

·                   Clima Organizacional: Aponta instabilidade com relação ao atual modelo de gestão da saúde (CorreiosSaúde), bem como com relação às regras de custeio do mesmo.

·                   Custo de provisionamento: O provisionamento de despesa futura decorrente da manutenção do plano de saúde será alto, impactando o resultado da ECT.

·                   Custos financeiros crescentes: O fluxo de despesas com pessoal decorrente da manutenção do plano de saúde será alto, impactando o resultado da ECT.

·                   Redução ainda maior da qualidade: A dificuldade na contratação da rede credenciada restringe os pontos de atendimento, influenciando na qualidade da prestação dos serviços.

·                   Descumprimento das orientações da Agência Nacional de Saúde (ANS): Implicará em penalidades e no impedimento de inclusão de novos beneficiários.

Quais são as referidas orientações da ANS?


- Resolução Normativa 190/2009 da ANS:
Dispõe sobre a criação obrigatória de portal corporativo na Internet pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde.

- Resolução Normativa 195/2009 da ANS:
Dispõe sobre a classificação e características dos planos privados de assistência à saúde, regulamenta a sua contratação, institui a orientação para contratação de planos privados de assistência à saúde.

- Resolução Normativa 200/2009 da ANS:
Altera as Resoluções Normativas nos 195, de 14 de julho de 2009 e 162, de 17 de outubro de 2007.

- Resolução Normativa 254/2011 da ANS:
Dispõe sobre a adaptação e migração para os contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999 e altera as Resoluções Normativas nº 63, de 22 de dezembro de 2003, que define os limites a serem observados para adoção de variação de preço por faixa etária nos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 2004; e nº 124, de 30 de março de 2006, que dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde.

- Resolução Normativa 279/2011 da ANS:
Dispõe sobre a regulamentação dos artigos 30 e 31 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, e revoga as Resoluções do CONSU n.º 20 e 21, de 7 de abril de 1999.

- Resolução Normativa 305/2012 da ANS:
Esta Resolução estabelece o Padrão obrigatório para Troca de Informações na Saúde Suplementar - Padrão TISS dos dados de atenção à saúde dos beneficiários de Plano Privado de Assistência à Saúde; revoga a Resolução Normativa - RN nº 153, de 28 de maio de 2007 e os artigos 6º e 9º da RN nº 190, de 30 de abril de 2009.


O que é a Agência Nacional de Saúde (ANS)?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Saúde, criada pela Lei 9.961/2000, com a finalidade de regular o setor de planos privados de assistência à saúde. É responsável por normatizar, controlar e fiscalizar as atividades das empresas que comercializam planos de saúde, garantindo a qualidade da assistência prestada aos beneficiários e a sustentabilidade do setor de saúde suplementar.

Qual foi a escolha de tratamento e os efeitos colaterais previstos diante dos Diagnósticos e Prognósticos traçados?

A implantação imediata da autogestão de pessoa jurídica vinculada, com a criação de uma CAIXA DE ASSISTENCIA E SAÚDE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS, nas seguintes situações:

- Marco legal das sociedades civis;
- Enquadramento nas regras da ANS e Governo Federal;
- Participação da ECT como Patrocinadora e Mantenedora;
- Plano de Ação com a criação da Caixa de Assistência:

a) Abertura de debate com as entidades representativas dos empregados (Sindicatos, Federações, Associações*, etc...);

b) Necessidade de estabelecimento de um novo padrão de relacionamento da ECT com a saúde de seus empregados;

c) Estabelecimento das diretrizes a serem seguidas pela Caixa de Assistência;

d) Aprovação da estratégia nos órgãos de deliberação da ECT.

*A apresentação sobre o Postal Saúde, já foi feita em duas reuniões da ADCAP, em 24/05 e 06/06/2013


Quais são os pontos “positivos”, segundo a ECT, da implantação da Postal Saúde?


1.           Transferência total da operacionalização do atual plano CorreiosSaúde, com regras atuais;

2.           Melhoria na qualidade dos serviços;

3.           Possibilidade de criação de novos produtos;

4.           Possibilidade de ampliação da cobertura do plano;

5.           Permite que os beneficiários participem da gestão da Caixa de Assistência (cooptação);

6.           Melhor controle de custos para as patrocinadoras (fluxo de despesa corrente e provisionamento);

7.           Agilidade na inovação administrativa e comercial de novos produtos;

8.           Aderência da ECT e outras patrocinadoras por Termo de Adesão;

9.           A ECT pode contratar a Caixa para a execução de seus programas de prevenção e assistência à Saúde do Trabalhador (Terceirização).



Quem foi indicado para a DIRETORIA EXECUTIVA da 
Postal Saúde?


Presidente
Sérgio Francisco da Silva
Diretor de Adm. e Finanças
Fabio Souza de Oliveira

Entrou nos Correios em 2012, nomeado Assessor Especial na ECT-VIPAD;

- É psicólogo, tem MBA em Projetos pela FGV e MBA em Planejamento, Orçamento e gestão também pela FGV;

- MBA em Finanças pelo IBMEC, e Mestrado em Economia e Previdência pela UNB;

- Trabalhou na Caixa Econômica Federal em Carapicuíba/SP;

- Foi Secretário de Saúde do SEEB/SP e Conselheiro do Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo;

- Foi Diretor de Benefício e Diretor Administrativo da FUNCEF – Fundação dos trabalhadores da CEF;

- Foi Diretor do DEST – Departamento de Coordenação e Governança das Estatais, tendo sido também Assessor no Ministério do Planejamento.


É empregado da ECT desde 1999, formado em Economia pela UNB, tem pós-graduação em Logística Empresarial;

- Tem 13 anos de experiência na Área de Administração, tendo atuado em diversos processos de gestão de suprimentos e contratação;

- Anteriormente trabalhou pelo pela NOVACAP na Área Financeira com especialidade em SIAFEM (Sistema Integrado de Administração Financeira).




 Quem foi indicado e eleito para o CONSELHO DELIBERATIVO da Postal Saúde?

Indicados pela ECT
Eleitos em Assembleia

-Omar de Assis Moreira
(Diretor Regional/RJ)
- Joelson Vellozo Moreira
(Não há informações de lotação)
- José Pedro de Amengol Filho
(Lotado no Gabinete do DR/MG)


- José Roberto de Andrade Mello
(Lotado na VIPAD)
- Laerte Alves Setúbal
(Não há informações do servidor)
- Ivanilson Pacheco da Silva
(SGE Seg. Operacional GEOPE DR/BSB)



 Quem foi indicado e eleito para o CONSELHO FISCAL da Postal Saúde?

Indicados pela ECT
Eleitos em Assembleia

- Paulo Henrique Soares Moreira
(Lotado no Gabinete do DR/BSB)
- Rosilda da Costa Xavier
(Lotada na CESER da AC)


- Ana Lúcia de Oliveira Silva
(Lotada na SGE Vendas DR/BSB)
- Ademir Antônio Loureiro
(Lotado no Gabinete do DR/GO)
(Ex-FENTECT)          



 Quais as principais características da POSTAL SAÚDE?

a) Entidade de Autogestão em Saúde, sem fins lucrativos* e regulada pelo Código Civil e Resoluções Normativas da Agência Nacional de Saúde (ANS);

b) Poderá administrar infinitos planos de saúde. Não há limites, a única exigência é o vinculo do beneficiário com a ECT;

c) A ECT será associada como Mantenedora e Patrocinadora;

d) O Postalis será associado como Patrocinadora;

e) Outras subsidiárias e controladas poderão ser Patrocinadoras;

f) A diretoria é integralmente indicada pela ECT;

g) Os Conselhos são paritários, metade indicados pela ECT e metade eleitos em Assembleia;

h) Em caso de dissolução da POSTAL SAÚDE o seu patrimônio é integralmente devolvido a ECT;

i)  A POSTAL SAÚDE será a sucessora da ECT na gestão do plano CorreiosSaúde;

j)  Membros dos Conselhos e da Diretoria Executiva não serão remunerados para o exercício do cargo.

* Por ser uma entidade de Autogestão em Saúde, que representa uma categoria, o estatuto prevê que a POSTAL SAÚDE não tem finalidade de gerar lucros. Mas a legislação permite que monte holdings para administrar as receitas de contribuições dos associados. Esses recursos, supostamente, devem ser reinvestidos em melhorias no sistema, como no treinamento de mão de obra. Mas, certamente, a Mantenedora e as Patrocinadoras decidirão procurar novas áreas de atuação.


É possível confiar no Postalis como Patrocinadora?

“Aplicação em grupo de Eike traz perda a fundo de pensão dos Correios”

RAQUEL LANDIM - FOLHA DE SÃO PAULO 05/07/2013

•  A derrocada das empresas de Eike Batista é um dos motivos que colaboraram para um déficit milionário do fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

•  OGX já sabia de inviabilidade de Campos há seis meses.

•  Nos últimos dois anos, o fundo Postalis teve déficit de R$ 985 milhões. O rombo será dividido entre os Correios e os participantes do fundo.

•  Desde abril, estão sendo descontado dos salários dos funcionários dos Correios o equivalente a 3,94% do valor do benefício que terão direito quando se aposentarem.

•  O Postalis é o 14º maior fundo de pensão do Brasil, com patrimônio de R$ 7,68 bilhões, e é o terceiro em número de participantes, com 130 mil pessoas.

•  Do déficit total, R$ 287 milhões são de origem técnica, como o aumento na expectativa de vida das pessoas, que passam a receber benefícios por mais tempo. O restante é financeiro.

•  Em gravação obtida pela Folha, Wanderley José de Freitas, presidente da Globalprev (consultoria contratada pelo Postalis), diz a um grupo de funcionários que o déficit "decorre da significativa redução dos juros e da diversificação que ocorreu na Bolsa, concentrada especialmente em ações das empresas de Eike Batista".

•  Os fundos de pensão estão sendo prejudicados pela queda dos juros, que tornou mais difícil cumprir as metas de rentabilidade e forçou a diversificação dos investimentos. O Postalis teve rentabilidade de 7% em 2012, abaixo da meta (12,6%) e abaixo dos 15% da média do setor.


Fundo dos Correios é sócio do projeto da nova Bolsa

JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO 08/07/2013
DAVID FRIEDLANDER – Agência Estado

“O fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, é o sócio oculto por trás da operação que pretende montar uma nova bolsa de valores para competir com a BM&F Bovespa no bilionário mercado de ações brasileiro. Um dos principais investidores institucionais do País, com patrimônio de R$ 7,7 bilhões, o fundo estava na moita até agora, embora o projeto do novo pregão tenha ganhado destaque nas últimas semanas. (...)”

Fontes:




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O que já foi feito pela POSTAL SAÚDE?

a)  Além da Assembleia Geral de fundação, já foram realizadas as reuniões da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal;

b)  Foi efetuado o registro em Cartório de Pessoas Jurídicas e de CNPJ;

c)  Foram iniciadas as tratativas de registros institucionais: CFM e CRO;

d)  Foi iniciado o processo de escolha da SEDE definitiva;

e)  Foi iniciado o processo de escolha dos sistemas que darão suporte ao funcionamento pleno da POSTAL SAÚDE;

f)   A ECT já aprovou em Reunião de Diretoria (REDIR) a sua participação como associada.



O que falta ser feito pela POSTAL SAÚDE?

a)  “Formalizar” a inscrição da ECT como associada;

b)  “Formalizar” a inscrição do POSTALIS como associado;

c)  Instalar da sede definitiva;

d)  Aquisição do parque tecnológico, com definição do Sistema e dos equipamentos necessários;

e)  Ajustar os procedimentos para liberação de pessoal pela ECT;

f)   A indicação de 02 diretores (Saúde e Rede – Produtos e Clientes);

g)  A indicação de 03 suplentes do Conselho Deliberativo e 02 suplentes do Conselho Fiscal;

h)  Concluir a inscrição e reconhecimento da POSTAL SAÚDE pela ANS como gestora de Plano de Saúde;

i)    A migração da Carteira CorreiosSaúde para a POSTAL SAÚDE – rede credenciada a beneficiários, qualidade de sucessora da ECT na administração do plano atual.
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ALGUMAS DÚVIDAS, colocadas e respondidas pela própria ECT:

“O que mudará no plano CorreiosSaúde?”

- “Nada. A POSTAL SAÚDE será a nova Gestora/Administradora do CorreiosSaúde na qualidade de SUCESORA da ECT, e como tal não poderá efetuar alterações na cobertura e assistência;

- Qualidade e Cobertura. A POSTAL SAÚDE será a nova GESTORA e como tal será dedicada ao aperfeiçoamento das ferramentas de controle e modernização do acesso aos serviços. As auditorias em todas as etapas do processo de assistência fará com que a qualidade de atendimento melhore e os custos reduzam. A Tecnologia da Informação (TI) estará dotada de todas as ferramentas que propiciam a liberação de procedimentos via Internet, e gerará relatórios que servirão para melhor acompanhamento da saúde dos empregados dos Correios;

(ATENÇÃO): - Posteriormente, poderão ser criados novos planos e oferecidos aos atuais beneficiários. Para os novos empregados será a alternativa disponível. Serviços especiais e coberturas extras poderão agregar-se ao novo Plano, mediante “plano de custeio atuarialmente responsável”.

ALGUMAS DÚVIDAS, colocadas e respondidas pela própria ECT:

“Tem custo extra para a ECT?”

- “O Plano de custeio inicial será o mesmo que está em andamento hoje (Conforme Previsão Orçamentária com os ajustes propostos no trabalho apresentado pela FALCONI*). Ao longo do tempo a tendência é a queda do valor médio, dado que serão acompanhados todos os procedimentos e elaborado painel de bordo com parametrização que permita ajustes D+1.”

*A FALCONI é uma Consultoria de aperfeiçoamento de Gestão, atuante em todos os seguimentos de mercado atendendo clientes da iniciativa privada e da esfera pública, do Brasil e do exterior.


 “O rito de constituição da Postal Saúde está correto?”

- “Sim, todo o trabalho de elaboração de estatuto, edital, atas e também da estratégia foram acompanhadas de Consultoria especializada em Saúde Complementar**. Toda documentação de constituição já foi apreciada pela Consultoria e foi emitido Parecer opinando pela correta elaboração dos procedimentos iniciais.”

**A UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa, sem fins lucrativos, representante do segmento de autogestão no Brasil, que compreende um universo de cerca de 5 milhões de beneficiários atendidos por planos de assistência à saúde administrados por aproximadamente 140 instituições filiadas.


MUITAS DÚVIDAS PERMANECEM...

Pois ainda faltam muitas informações:

1.  Ainda não foi divulgado o Regulamento Específico da POSTAL SAÚDE. E enquanto o mesmo não for divulgado muitas dúvidas ainda permanecerão;

2.  Pela leitura do Estatuto divulgado já podemos identificar alguns problemas:

- O Artigo 3º não deixa dúvidas sobre a privatização: é objetivo precípuo da POSTAL SAÚDE: operar planos privados de assistência à saúde;

- Sobre a Qualidade e Cobertura, logo no parágrafo primeiro do mesmo artigo acima, afirma: “Nenhuma prestação de serviço poderá ser criada, majorada, estendida ou autorizada sem a correspondente fonte de custeio e disponibilidade orçamentária”.

MUITAS DÚVIDAS PERMANECEM...

Sobre os Dependentes Especiais e Agregados

- O Artigo 4º é categórico: “A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, doravante denominada simplificadamente como ECT, é definida como mantenedora do Postal Saúde, garantindo os riscos decorrentes da operação de planos privados de assistência á saúde de seus empregados ativos, aposentados e anistiados na forma da Lei 10.559/2002, bem como seus dependentes, exceto aqueles considerados dependentes especiais ou agregados pelos Regulamentos dos Planos de Saúde.

- Embora a Postal Saúde ainda não tenha divulgado o seu Regulamento Específico, em todos os outros já conhecidos, os pais e mães sempre são considerados dependentes agregados. Neste caso, só poderão ser incluídos caso os Associados Beneficiários tornem-se responsáveis financeiros dos mesmos, ou seja, pagando a mais.


MUITAS DÚVIDAS PERMANECEM...

Sobre as Obrigações Financeiras

Os artigos 8º e 10º do Estatuto deixam claro que é dever dos associados: “Pagar, em dia, suas obrigações financeiras devidas ao Postal Saúde”, cujo pagamento poderá ser “em folha de pagamento, boleto bancário ou débito em conta-corrente”. Logo, o que era participação financeira dos empregados no custeio das despesas, mediante sistema compartilhado, de acordo com os percentuais discriminados por faixa salarial, somente quando utilizado, passará a ser PAGAMENTO EM DIA, USANDO OU NÃO O SERVIÇO DE SAÚDE.

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Pontos Críticos, segundo a Postal Saúde

Aporte de recursos financeiros para constituição do Patrimônio Mínimo Ajustado* (R$ 4 milhões) e Margem de Solvência* (R$ 1,8 milhão a partir de 2014);

Prazo para configuração do Sistema TISS 3.0** (Sistema que interliga os procedimentos médicos e trocas de dados de atenção á saúde entre operador, prestador, contratante, beneficiário e ANS) em 01 de dezembro de 2013 (sem cumprimento deste prazo a Postal Saúde estará sujeita a penalidades);

Para que a ECT possa fazer contratações de novos empregados, há a necessidade de regularização das pendências para com os normativos da ANS. (Não está clara esta condição). 

* Critérios de manutenção de Recursos Próprios Mínimos e constituição de Provisões Técnicas a serem observados pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde, conforme exigidos pela RN 209, artigos 3º e 6º;

** O Padrão TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) é uma exigência da RN 305 da ANS a data limite de 30/11/2013 para adoção obrigatória pelas Operadoras de Plano de Saúde.


Prazos Previstos pela Postal Saúde, contados de 01/06/2013:

a)  Concluir registros institucionais - 10 dias;

b)  Concluir registro como Gestora de Plano de Saúde – ANS – 70 dias;

c)  Migração dos Processos de Gestão – 100 dias;

d)    Inicio efetivo da Gestão – 01 de setembro de 2013*;

=> Já com carteira de Associado com tarja magnética
=> Liberação de procedimentos médicos on-line
=> Funcionamento do Portal da POSTAL SAÚDE: extrato, rede credenciada, solicitações e orientações sobre saúde, ouvidoria, prestação de contas, etc...
=> Inicio das auditorias de contas médicas e de procedimentos de regulação por meio de sistemas informatizados.

*OBSERVAÇÃO: No site da POSTAL SAÚDE está divulgado que a expectativa é que a administração da Caixa de Assistência comece em novembro, e não em setembro. Logo, é provável que seja adiado o início efetivo da gestão para que não ocorra dentro da campanha salarial da categoria, o que aumentaria o grau de radicalização da provável greve da classe, já aprovada pelo CONREP da FENTECT, para a data de 17/09/2013.


Período de transição da Postal Saúde (12 meses):

- Utilização das equipes/espaço físico da ECT na operação da POSTAL SAÚDE;

- O modelo de liberação de pessoal será analisado pela VIJUR e VIGEP, sendo a proposta de liberação com ressarcimento pela POSTAL SAÚDE. Os empregados liberados não terão prejuízo salarial e na contagem de tempo de função técnica/gerencial;

- Os contratos administrativos (vigentes ou em contratação) relacionados ao CorreiosSaúde deverão ter continuidade, devendo migrar para a POSTAL SAÚDE.


Defender o SUS e o nosso Plano CorreiosSaúde:

•   Há mais de 25 anos o Brasil vem implantando o Sistema Único de Saúde, o SUS, criado para ser o sistema de saúde dos 180 milhões de brasileiros, sem nenhum tipo de discriminação.

•   Está enganado quem pensa que o SUS se resume a consultas, exames e internações. O sistema hoje faz muito com poucos recursos e também se especializou em apresentar soluções para casos difíceis, como o atendimento aos doentes de AIDS e os transplantes.

•   O orçamento do SUS conta com menos de R$ 20,00 reais mensais por pessoa. Isso é dez vezes menos do que é destinado pelos sistemas de saúde dos países desenvolvidos e bem abaixo do valor de qualquer mensalidade de um plano de saúde.

•   Por outro lado, os planos privados de saúde, que atendem 67 milhões de brasileiros, estão longe de representar a solução para a saúde no Brasil. É ilusão achar que os planos prestam serviços de qualidade.

•   Além de custarem caro, muitas vezes negam o atendimento quando o cidadão mais precisa: deixam de fora medicamentos, exames, cirurgias e muitas vezes dificultam o atendimento dos cidadãos idosos, dos pacientes crônicos, dos portadores de patologias e deficiências.

•   Alguns donos de planos de saúde já compararam os doentes e idosos a “carros batidos”. Como só visam o lucro, eles preferem ter como “clientes” apenas os jovens e os sadios.


Planos de Saúde X Sistema Único de Saúde:


Planos de Saúde

Sistema Único de Saúde (SUS)

Há carência de até 02 (dois) anos.


Não existem carências.

Há planos que não cobrem internação e parto.


Dá atendimento integral.

Há planos que só realiza atendimento médico-hospitalar.


Dá atendimento integral.

Há planos que não cobrem exames e procedimentos complexos.


Dá atendimento integral.

Em geral, os planos não cobrem doenças profissionais e acidentes de trabalho.


Não há restrições, apesar das deficiências.

Não tem compromisso com a prevenção de doenças


Realiza prevenção de doenças e campanhas educativas em saúde.

Aposentados, ex-funcionários, ex-sindicalizados e ex-associados perdem direitos do plano coletivo com o tempo.


Pode ser utilizado independentemente de qualquer situação ou vínculo empregatício.



Alguns Dados do Mercado de Saúde Suplementar:

Em dezembro de 2012, o mercado de Saúde Suplementar chegou a 47,9 milhões de vínculos aos planos de assistência médica e 18,6 milhões a planos exclusivamente odontológicos. Mais de 1.500 operadoras ativas produziram uma receita de contraprestações de cerca de R$ 95 bilhões;

•    No ano, observou-se crescimento de 2,1% no número de beneficiários de planos de assistência médica e 12,2% de receita, o que indica desaceleração do crescimento desse mercado, acompanhando a desaceleração também verificada na economia do País neste período;

•    Pelo panorama atual do setor, em 12 anos o número de beneficiários passou dos 34 milhões para aproximadamente 67 milhões, o que representa um aumento de aproximadamente 97% no número de consumidores que possuem algum tipo de plano de saúde;

•    No mesmo período houve a redução de 43% no número de operadoras médico-hospitalares em atividade no mercado de saúde suplementar;

•    Em quatros anos a despesa e a receita assistencial das operadoras de planos de saúde, cresceram de forma similar: 65% e 62% respectivamente;

•    Desde a publicação da Resolução Normativa n° 259 (20/6/2011), que dispõe sobre a garantia de atendimento dos beneficiários de plano privado de assistência à saúde, a ANS já suspendeu 794 Planos de 102 Operadoras que não cumprem a Norma. Quanto às negativas de cobertura as Operadoras mais reclamadas são: Grupo Amil, Sul América, Unimed Paulistana, Bradesco Saúde, Hapvida, Unimed Rio, GEAP, Intermédica, Prevent Senior, Itálica Saúde, Golden Cross e Green Line.

Fontes: SIB/ANS/MS – 09/2012 e CADOP/ANS/MS – 09/2012  e Proteste.org.br – Associação de Consumidores.



Primeiras medidas de combate frente ao avanço da Postal Saúde:

1.    Organizar Seminários em cada base de atuação sindical, com participação de dirigentes, delegados sindicais e membros de CIPAS, capacitando novos formadores e multiplicadores sobre o tema;

2.    Preparar medidas judiciais cabíveis em defesa dos direitos dos trabalhadores dos Correios, capacitando os advogados e assessores jurídicos sobre o tema. Como forma de preparo, sugerimos que os mesmos participem do Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar, a ser promovido pela UNIDAS, nos dias 26 e 27/09/2013, em São Paulo/SP.

3.    DAR INÍCIO A UMA GRANDE CAMPANHA DE LUTA EM DEFESA DO PLANO DE SAÚDE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS.

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Endereços da Postal Saúde:


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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Anistia a trabalhadores dos Correios é aprovada e vai à sanção. SE A DILMA VETAR, O BICHO VAI PEGAR E OS CORREIOS VÃO PARAR.

VITÓRIA DA LUTA DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS. SÓ A LUTA MUDA A VIDA!


SE A DILMA VETAR, O BICHO VAI PEGAR E OS CORREIOS VÃO PARAR.
SERÁ A MAIOR GREVE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS NO GOVERNO DO PT

Compartilhe e entre nessa campanha:
 #‎seadilmavetaroscorreiosvãoparar‬

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/07/10/anistia-a-trabalhadores-dos-correios-e-aprovada-e-vai-a-sancao

Anistia a trabalhadores dos Correios é aprovada e vai à sanção

Da Redação
O projeto de lei da Câmara (PLC 83/2007), que trata da concessão de anistia a empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), foi aprovado, em votação simbólica, na noite desta quarta-feira no plenário do Senado. O texto segue agora para a sanção da presidente Dilma Roussef.
O projeto dividiu os senadores. Muitos argumentaram a favor do direito dos trabalhadores dos Correios. Mas o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou a defesa feita por vários senadores ao projeto, pois, segundo ele, “as pessoas sabem que a presidente vai vetar”. O senador disse que a proposta vai “aprofundar o desequilíbrio fiscal do governo”.
O projeto amplia o período de abrangência da lei que permitiu a anistia por participação em greves - atualmente entre março de 1997 e março de 1998 - para fevereiro de 2006.
A votação foi acompanhada por trabalhadores dos Correios, que ocupavam as galerias do Plenário desde o início da sessão.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Greve geral nos Correios

08/07/2013 11h22

Greve geral nos Correios
Tatiana Perrota

Greve geral dos Correios. Foto:Reprodução
Segundo a Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC), está programada para o próximo dia 11 de julho uma paralisação em todo o país. As frentes sindicais reivindicam melhores condições de trabalho, plano de saúde, contratação por concurso público e fim das terceirizações, fim da sobrecarga de trabalho, anistia a todos os trabalhadores e a não privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
Através de sua assessoria de imprensa os Correios informaram que "adotarão todas as providências de rotina para que seja garantida a entrega de correspondências aos seus clientes, onde houver qualquer tipo de paralisação na anunciada greve geral de 11 de julho".
Haverá também no dia 11 de julho uma manifestação no Rio de Janeiro com concentração marcada para às 15h na Candelária. Os manifestantes seguirão em direção a Cinelândia.

DEPOIS DO ROMBO DE R$ 613 MILHÕES APLICADOS NO GRUPO EBX (EIKE BATISTA), SURGE MAIS UM NOVO ESCÂNDALO NO FUNDO DE PENSÃO DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS! POSTALIS é sócio OCULTO da nova bolsa no RJ

DEPOIS DO ROMBO DE R$ 613 MILHÕES APLICADOS NO GRUPO EBX (EIKE BATISTA), SURGE MAIS UM NOVO ESCÂNDALO NO FUNDO DE PENSÃO DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS!

POSTALIS é sócio OCULTO da nova bolsa no RJ.
O que a diretoria do Postalis tem a ocultar?

Penso que devemos incorporar em nossas bandeiras reivindicatórias, exigindo:
- DEMISSÃO CONJUNTA DE TODA A DIRETORIA DO POSTALIS;
- REVOGAÇÃO DO MANDATO DE TODOS OS CONSELHEIROS DO POSTALIS.

http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Visao/noticia/2013/07/fundo-dos-correios-e-socio-do-projeto-da-nova-bolsa-no-rj.html


FUNDO DOS CORREIOS É SÓCIO DO PROJETO DA NOVA BOLSA NO RJ

POSTALIS, DOS FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS, ESTÁ POR TRÁS DA OPERAÇÃO QUE PRETENDE MONTAR NOVA BOLSA PARA COMPETIR COM A BOVESPA


Bovespa, bolas (Foto: AFP)
O fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, é o sócio oculto por trás da operação que pretende montar uma nova bolsa de valores para competir com a BM&FBovespa no bilionário mercado de ações brasileiro. Um dos principais investidores institucionais do país, com patrimônio de R$ 7,7 bilhões, o fundo estava na moita até agora, embora o projeto do novo pregão tenha ganhado destaque nas últimas semanas.
A participação no projeto, por meio de um fundo de investimentos chamado ETB, provocou questionamentos da KPMG, responsável pela auditoria nas contas do Postalis: os auditores estranharam o valor dos ativos do ETB registrado na contabilidade do fundo de pensão e pediram explicações. Com déficit acumulado de R$ 1,7 bilhão, a fundação teve problemas recentes - era investidora nos bancos Cruzeiro do Sul e BVA, liquidados pelo Banco Central em meio a suspeitas de fraude.
O projeto da nova bolsa está sendo montado pela Americas Trading Group (ATG), que, apesar do nome, é uma empresa brasileira de tecnologia. A empresa tem 80% do empreendimento e fez sociedade com a americana NYSE Euronext, controladora da bolsa de Nova York, que terá 20% do negócio. No mês passado, a ATG solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para lançar o novo pregão no ano que vem. A empresa está de olho num mercado que movimenta, em média, R$ 8 bilhões por dia em compra e venda de ações. A BM&FBovespa, hoje sozinha no negócio, teve lucro de R$ 1 bilhão no ano passado.
As americanas Direct Edge e Bats Global Markets já mostraram interesse em atuar no Brasil, mas apenas a ATG se mexeu até agora. O Postalis entrou nessa história como cotista do ETB - que tem como único ativo o controle da ATG. O fundo de pensão dos Correios é o maior investidor desse fundo, com 35,5%, mas não tem participação direta na administração da empresa. Quem toca os negócios são os outros três sócios do ETB, os investidores Arthur Pinheiro Machado, Martin Cohen e Francisco Gurgel do Amaral Valente, fundadores da empresa.
Esses são os pais do projeto da nova bolsa brasileira. Conseguiram atrair o Postalis em 2011 e, desde então, buscam novos fundos de pensão para reforçar o projeto. O fundo ETB informou à CVM ter patrimônio de R$ 741,6 milhões, de acordo com dados de janeiro. Dentro do Postalis, no entanto, os números desse investimento provocaram questionamentos por parte da KPMG.
No relatório anual de 2012, os auditores fizeram uma ressalva em relação ao valor da participação que o Postalis afirma ter no fundo ETB - de R$ 263,9 milhões. De acordo com a auditoria, a cota está "substancialmente" valorizada e não foi possível "obter evidência de auditoria apropriada o suficiente" sobre o valor atualizado do investimento. Procurada por quase duas semanas, a direção do Postalis não quis se manifestar.
Bovespa  (Foto: Reprodução/Internet)
De acordo com Machado, da ATG, os valores questionados pela KPMG estão sendo reavaliados e serão encaminhados ao conselho fiscal do fundo de pensão para avaliação. Se for mesmo adiante, a nova bolsa será bem enxuta. Vai operar a partir de um andar com 500 metros quadrados num prédio de Botafogo, no Rio de Janeiro, e data center alugado. A sede da BMF&Bovespa fica num edifício de sete andares de estilo clássico, no centro de São Paulo.
A ATG, que hoje vende conexão eletrônica entre corretoras, investidores e bolsas de valores, tem 64 funcionários. Passaria a ter cerca de 100. "Vamos oferecer serviços mais rápidos e a preços menores", afirma Machado. "Nossa proposta é trabalhar com pouca gente e muita tecnologia". Procurada, a BM&FBovespa não quis se manifestar.
(As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

DIA 11 VAMOS PARAR OS CORREIOS EM TODO O PAÍS!

DIA 11 VAMOS PARAR OS CORREIOS EM TODO O PAÍS!

Em defesa do Plano de Saúde e contra a privatização da ECT;
- Por melhores condições de trabalho para poder prestar um bom serviço à população;
- Por mais contratação por concurso público e fim das terceirizações;
- Anistia a todos os trabalhadores;
- Pelo fim da sobrecarga de trabalho que vem causando doenças profissionais e acidentes de trabalho;
- Pelo fim da repressão e perseguições nos Correios. Pelo fim do SAP e SIEs;
- Pelo fim do loteamento político e das falcatruas no POSTALIS;
- Pela derrubada do veto da PLC 006/2002.

FRENTE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS - FNTC

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CALENDÁRIO DE LUTAS GERAIS - Pedimos aos sindicatos dos trabalhadores dos Correios para que informem suas atividades:

CALENDÁRIO DE LUTAS GERAIS - Pedimos aos sindicatos dos trabalhadores dos Correios para que informem suas atividades: 

02 de julho, às 17h, a ADUFF promove o debate “Manifestações de Junho: movimento docente e conjuntura”

02 de julho – Ato ecumênico pelas mortes na Maré “Estado que mata, nunca mais” em memória aos seus mortos às 15h, entre as passarelas 7 e 10 da Avenida Brasil https://www.facebook.com/events/377928428975235/

02 de Julho – Reunião Organizativa do GT das Comunidades de Resistência Impactadas às 18h na CSP-Conlutas (Evaristo da Veiga, 16 – décimo oitavo andar, próximo ao Teatro Municipal na Cinelândia)

03 de julho – Reunião do Fórum de Saúde na UERJ às 18:30h

03 de julho às 18:00h, no SEPE - Fórum em Defesa da Escola Pública - A confirmar

04 de Julho – A Cidade é Pública a Cidade não está a Venda, Buraco do Lume (próximo a Carioca às 17h

05 a 07 de julho - Reunião da Coordenação Nacional da CSP em São Paulo – As direções das entidades filiadas (sindicatos, minorias, oposições, Movimento Popular e Estudantil) devem eleger seus representantes. Participem!!!!

06 e 07 de julho - Plenária Nacional do MNOB (BANCÁRIOS) no Rio de Janeiro

06 e 07 de julho – Congresso Nacional da FNP (PETROLEIROS) em São Sebastião – SP

06 de julho – Favela Não se Cala em Manguinhos

08 de julho – Reunião na Ocupação Manoel Congo às 14h

11 de julho – Jornada de Luta Nacional e Dia de Paralisação Nacional

11 de julho – DIA de LUTA convocado pelas centrais sindicais. Faça o debate com sua categoria, construa pela base para que tenhamos uma grande mobilização e paralisações neste dia.

12, 13 e 14 de julho – Encontro Popular sobre Segurança Pública e Direitos Humanos

13 de julho - das 9 às 18h - Seminário do Setorial de Saúde e Saúde do Trabalhador na sede do SINDIPETRO-RJ

14 de julho – Missa em memória dos pacientes mortos no despejo do IASERJ na Praça da Cruz às 11h

18 e 19 de julho - Seminário Nacional, para discutir a situação política nacional, os desafios colocados para a classe trabalhadora, o papel das nossas organizações e as perspectivas para o próximo período, em Porto Alegre.

27 de julho – Quinta – Jornada de luta organizado pelo Espaço Unidade de Ação, com atos e atividades.

28 de julho – Jornada de lutas organizada pelo MST em todo o país pela Reforma Agrária.

03 de Outubro – Metrópole dos Invisíveis na FFP-UERJ às 9h

04 a 06 de outubro - I Encontro Nacional do MML em BH.

domingo, 30 de junho de 2013

Compartilhando um desabafo do Secretário Geral do SINTECT-GO (MRL) aos diretores da FENTECT...

"O CONREP foi adiado na verdade porque de 04 a 13 de Julho em Ibiúna São Paulo eles estarão realizando o “Acampamento de Férias do PCO”, conforme material que o senhor Edson Dorta, que estava em vossa companhia naquele momento, me vendeu no aeroporto de Guarulhos no último dia 21/06/2013 "... conforme denúncia em desabafo do Secretário Geral do SINTECT-GO (MRL) aos diretores da FENTECT.

AO SECRETÁRIO GERAL DA FENTECT
BOA NOITE

Senhor José Rodrigues, Secretário Geral da FENTECT, é com um misto de pesar e revolta que escrevemos este, no intuito de questionarmos o que verdadeiramente está acontecendo no comando desta Federação.

Quase que ao mesmo tempo que recebemos um informe assinado por vossa pessoa confirmando a data do próximo CONREP, logo em seguida recebemos outro também com vossa assinatura adiando o evento. O membro da Diretoria desta Federação, membro da Direção do SINTECT-GO e membro do MRL Goiás havia conversado por telefone com vossa pessoa naquela tarde e o senhor afirmou ao mesmo que estava tudo certo com o evento (CONREP), logo mais tarde os sindicatos receberam um Email da FENTECT, com outra notícia, que os dois eventos foram adiados por conta de alguns entraves. Parece-nos muito estranho porque esta questão já havia sido debatida na reunião da Colegiada da Federação que seria na data proposta e só faltava definir o local. O Secretário Geral, vossa pessoa, encaminha o informe 007/2013, afirmando que estava tudo certo com a data e local do evento definida. Em seguida, na mesma tarde, se apresenta com outro informe o 008/2013, dizendo que está tudo mudado. Os argumentos são de dar nojo “após vários telefonemas recebidos”. Duas horas e meia de um informe para o outro foi suficiente para o senhor receber tantas ligações que justificaram a mudança do evento. Telefonantes prováveis: 1 telefonema do Pedro Paulo, 1 do Edson Dorta, 1 da Nair Caprone e como o senhor resistia um do Rui Costa Pimenta. Para tentar disfarçar o descaramento conclama os Sindicatos a mandarem trabalhadores a Brasília para ajudar a organizar os eventos, deixando claro que “nesta terra de ninguém” não há ainda nada organizado para tão importantes fóruns e brincando com a inteligência dos Diretores dos Sindicatos, ao conclamar que enviemos trabalhadoras e trabalhadores para Brasília, chamando assim indiretamente os seus pares e a comissão de mulheres de incompetentes haja vista serem os membros da Direção da FENTECT e da Comissão de Mulheres as pessoas responsáveis pela organização dos respectivos eventos.

O que nos inquieta é: uma Reunião da Colegiada é um fórum apenas consultivo ou também deliberativo? Se for apenas consultivo, entendemos não haver razão de existir, já que o que ela define não é seguido, se for deliberativo deve apenas ser cumprido. No caso de alguma mudança, deve ser chamada nova reunião de toda a Direção da FENTECT, para rediscutir sobre o assunto. O mesmo não pode ser alterado por vontade da Nair Caprone e do Edson Dorta, por interesse de corrente ou partido político ou por interesse individual pois isso deixa claro a inexistência de independecia desta Federação. Os eventos têm que acontecer na data e locais previstos independente de qualquer dificuldade, a não ser que seja por caso extremo. Caso extremo esta evidente que não ocorreu.

É revoltante para a categoria e para todos que construíram os alicerces da História de Luta desta Federação ver aqueles que tentam dar seguimento nesta História esbarrar justamente em quem está no comando dela nos últimos sete anos.

Era revoltante ver que em nome dos interesses do governo o ex-secretário geral e atual secretário de finanças se agachava para a Direção da Empresa a qualquer momento, priorizando todo e qualquer interesse do partido dele, relegando a quinto plano os interesses dos Ecetistas, que o diga a MP 532. 

É desesperador perceber que o discurso de revolucionário do PCO é só isso, discurso. Que ao chegar no Comando da FENTECT, priorizam o “Acampamento de Férias” deles no lugar do Congresso da Categoria Ecetista. Sim, aos desavisados o CONREP foi adiado na verdade porque de 04 a 13 de Julho em Ibiúna São Paulo eles estarão realizando o “Acampamento de Férias do PCO”, conforme material que o senhor Edson Dorta, que estava em vossa companhia naquele momento, me vendeu no aeroporto de Guarulhos no último dia 21/06/2013, então meus caros entre o “acampamento de férias” deles e os interesses dos Ecetistas é lógico que para eles o “Acampamento” tem prioridade.

Gostaríamos que não fosse verdade o que muitos criticam, mas não nos tem restado alternativas diante da clareza dos fatos, o desmando se instalou de fato na FENTECT, há 22 anos que esperamos mudanças radicais, mas o troço desandou de vez, ninguém tem mais controle de nada, “Virou uma legitima casa da mãe Joana” os que mais criticavam, estão se saindo bem piores que o “bando dos quatro” não querem fazer absolutamente nada e travam quem deseja fazer, esperamos que não tenhamos ainda mais 02 anos de retrocesso, um ano inteiro de puro retrocesso já se foi, e o senhor é o segundo responsável, o primeiro foi o Edson Dorta. 

Onde caberá o respeito aos trabalhadores, a ênfase nos interesses dos Ecetistas a FENTECT é de quem afinal? Ampliou-se a ditadura ? A gente só escuta blá! blá! blá! blá! blá! blá!. Ação que é bom, nada.

Desminta-me se for capaz, citando uma só vitória significativa do jurídico desta Federação nos últimos 12 anos, vou além, cite-me uma vitória política desta Federação nos últimos cinco anos.

É incrível que o SINTECT-GO com apenas uma advogada consiga tantos êxitos para os Ecetistas goianos, “há tempos ela não perde uma para os advogados da Empresa” enquanto a FENTECT com um escritório jurídico inteiro ao seu dispor não ganha uma da ECT, é muita ineficiência deste corpo jurídico. Por que será? Será que é o desapego político partidário que há nos membros da Direção do SINTECT-GO que nos permite avançarmos tanto ? ou são os senhores que além do excessivo apego político partidário ainda estão infectados pelo vírus do desinteresse pelas causas dos trabalhadores ?

O senhor usou durante o último CONTECT o discurso de independente, como canto de sereia, para aglutinar as minorias cansadas do “sim senhor, do seu antecessor em relação ao governo e a Empresa”, em seguida já se mostrou fraco ao aceitar o golpe do PCO, com essa história de alternância na Secretária Geral da Federação, um troço completamente esdrúxulo, na alternância, ao chegar a sua vez, mostrou-se de fato um completo incompetente, não decide nada, não manda em nada, não apita nada, não entrou com nenhuma das grandes ações civis públicas ansiadas pela categoria "O PCCS por exemplo o ultimo prazo para abertura de ação jurídica contrária a ele é amanhã" e ainda aceita um “ajuntamento de canalhas, fisiologistas partidários e sindicais” que ocorrerá em Ibiúna ser mais importante do que o mais importante fórum anual da categoria. Como se diz aqui em Goiás “é o fim da picada, o cúmulo do absurdo”.

Por fim não se surpreenda se a qualquer momento a categoria Ecetista contrária ao divisionismo, mas calejada por este fisiologismo sindical, fizer com vocês o que o povo está fazendo país afora em relação aos políticos de uma forma geral, tudo tem limites.

Atenciosamente

Elizeu Pereira da Silva
Secretário Geral

emails: elizeumrl@gmail.com
elizeupe@gmail.com elizeu7419@gmail.com

Telefone: 062 9688 8406 062 3280 4415

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Direção da FENTECT na Contramão das Mobilizações

Direção da FENTECT na Contramão das Mobilizações

Direção da Fentect adia realização do CONREP, ao invés de antecipá-lo para fortalecer mobilizações.

Mais uma vez a direção colegiada da FENTECT dá uma demonstração de que está desconectada das lutas que acontecem em todo o país. Pois, acaba de adiar a realização do CONREP, antes previsto para os dias 5 a 7 de julho, marcando a realização do mesmo apenas para o final do mês de julho, quando já terá passado o Dia Nacional de Lutas convocado por todas as Centrais Sindicais para o dia 11 de julho.

Assim, fica demonstrado com esta postura que a direção da Fentect não está querendo aproveitar a mudança da conjuntura nacional, que se alterou favoravelmente para os trabalhadores. As imensas mobilizações que acontecem neste momento, em todo o país, estão forçando os governos e os legislativos a mudarem as suas agendas e são forçados a atenderem várias reivindicações que são exigidas pelo povo brasileiro.  

Inicialmente às mobilizações contra o aumento das tarifas dos transportes públicos, foram sendo incorporadas diversas outras reivindicações históricas. Ainda que algumas vitórias conquistadas sejam parciais, elas só aconteceram com a luta do povo nas ruas, principalmente da juventude que foi em massa para as ruas.

Neste momento, entra em cena a classe trabalhadora que se prepara para ir à luta também. As centrais sindicais reuniram-se unitariamente e aprovaram o Dia Nacional de Lutas para o dia 11 de julho. E o que a direção da FENTECT faz? Até o momento nada, além de declarações de apoio escritas no papel. Agora fez pior: desmarcou o CONREP com a desculpa de que seus dirigentes estavam participando das mobilizações populares! Nada mais falso! Perguntamos: qual foi a orientação que a direção da FENTECT repassou para os sindicatos e trabalhadores dos Correios, em nível nacional, em relação às mobilizações? NENHUMA! Onde mesmo que a Fentect se organizou para participar de alguma mobilização? EM LUGAR NENHUM!

É hora de aproveitarmos a força das mobilizações e a mudança da conjuntura, neste especial momento em que os trabalhadores se preparam para entrar em luta. Por isso, o mais correto era antecipar a realização do CONREP ao invés de adiá-lo, inclusive aprovando uma resolução de preparação da categoria ecetistas para participar do Dia Nacional de Lutas marcado para o dia 11 de julho, bem como aprovando de forma unitária uma Pauta Específica em Defesa dos Correios para ser entregue diretamente ao governo Dilma.

Agora, estas tarefas estão colocadas para cada sindicato dos trabalhadores dos correios em seus estados e regiões.

Saudações de Luta!


FRENTE NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS (FNTC)

domingo, 23 de junho de 2013

CSP-Conlutas convoca Dia Nacional de Luta pelas reivindicações dos trabalhadores, nesta quinta-feira (27).

Esta quinta-feira (27) é Dia Nacional de Luta pelas reivindicações dos trabalhadores

23/06/2013

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Organizar em todo país, greves, paralisações e manifestações de rua

Vivemos um momento muito importante em nosso país. A juventude brasileira deu o exemplo e foi às ruas protestar contra o preço e a qualidade do transporte coletivo nas grandes cidades. Desencadeou com isso um amplo processo de mobilização popular que sacudiu o Brasil nos últimos dias, em protesto contra todas as mazelas que tem afligido a vida dos trabalhadores, trabalhadoras e da juventude.

Todo este processo de mobilização já conquistou vitórias importantes, como a redução do preço das tarifas em várias cidades, incluindo as maiores do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, a luta deve continuar, precisamos transformar esta vitória na primeira de uma série de muitas outras. Só dessa forma poderemos transformar para melhor o nosso país e a vida dos trabalhadores brasileiros.

Para isso é muito importante, além da participação nas mobilizações que estão acontecendo, que a classe trabalhadora entre de forma organizada nesta luta, trazendo suas reivindicações e cobrando dos governos o seu atendimento. Precisamos cobrar do governo Dilma que ao invés de ficar fazendo propaganda na TV, atenda as demandas dos trabalhadores. E a mesma cobrança devemos fazer aos governos estaduais e municipais, sejam eles do PT, do PSDB ou do PMDB.

São estes governos, do federal aos municipais, os responsáveis pela situação em que se encontra o país e vida do nosso povo. Eles tem muita agilidade e disposição política quando é para atender aos interesses das empreiteiras, dos bancos, das indústrias e do Agronegócio. Mas quando se trata de atender às nossas demandas parecem uma lesma paralítica!

Por esta razão a CSP-Conlutas, e as entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação, decidiram convocar seus sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis, a organizarem uma dia de lutas em todos o país, no dia 27 de junho. A orientação é fazer greves, paralisações e manifestações de rua, aquilo que for mais adequado à situação concreta de cada categoria, cidade ou região. O que é fundamental é que, por todo o país hajam manifestações dos trabalhadores cobrando o atendimento de suas reivindicações.

Acreditamos que esta iniciativa da CSP-Conlutas e do Espaço de Unidade de Ação deve ser só uma primeira iniciativa, assim como fez também o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que paralisou fábricas dias atrás para exigir melhoria e redução do preço do transporte coletivo). A necessidade do momento é generalizar iniciativas para por nossa classe em luta, organizar uma greve geral que possa obrigar o governo Dilma, os governos dos estados e dos municípios a atender as demandas dos trabalhadores e da juventude.

Para isso é preciso que as centrais sindicais majoritárias no país se disponham a lutar contra o governo, pois são eles os responsáveis por toda esta situação e é destes governos que precisamos cobrar as mudanças e o atendimento das nossas reivindicações.Só dessa forma seria possível unir nossas forças para colocarmos a classe trabalhadora na direção de todos este processo de lutas e fazer dele uma força que mude para melhor o Brasil. É com essa compreensão que a CSP-Conlutas e as entidades que compõem o Espaço de Unidade de Ação, ao mesmo tempo que convocam o Dia Nacional de Lutas para 27 de junho, mantem a discussão com as demais centrais sindicais, propondo a convocação conjunta de uma jornada de lutas muito mais ampla, em base a uma pauta que possa ser comum.

Nossas reivindicações:

- menos recursos para a Copa e para as grandes obras / mais recursos para a saúde educação / plano de obras para construir moradias populares, hospitais e escolas /

- redução do preço da tarifa de transporte e melhoria da qualidade / implantação da tarifa social ou tarifa zero / estatização dos transportes coletivos;

- congelamento dos preços dos alimentos e das tarifas públicas;

- aumento dos salários para compensar a inflação;

- reforma agrária;

- menos dinheiro para os bancos e mais recursos para políticas sociais como os 10% do PIB para a educação pública, já e pagamento do piso nacional dos educadores / para isso suspender o superávit primário e o pagamento da dívida externa e interna para bancos e especuladores;

- redução da jornada de trabalho;

- fim do fator previdenciário / recomposição do valor das aposentadorias / anulação da reforma da previdência de 2003;

- defesa do patrimônio público / contra as privatizações e os leilões do petróleo / contra o PL 092 que privatiza o serviço público / revogação da EBSERH que privatiza os hospitais;

- contra a precarização do trabalho e o PL 4330, das terceirizações;

- contra a corrupção / contra a PEC 37;

- contra a repressão, a violência policial e a criminalização das lutas e organizações dos trabalhadores.

Trata-se aqui de uma plataforma base, que pode ser acrescida de demandas que estejam faltando, ou mesmo ser utilizada de forma parcial, de modo a focar nas questões concretas de cada categoria ou setor social.

Organização das lutas

Por outro lado, é preciso organizar a luta em cada estado e região. É muito importante que as entidades busquem construir, a exemplo do que vem sendo feito do Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, uma coordenação(coordenação, comitê, assembleia, a forma não importa, importa o conteúdo) para as lutas que estão em curso, envolvendo todas as entidades e organizações que queiram lutar. A disposição de luta é fundamental, mas sem organização não iremos longe.

São Paulo, 21 de junho de 2013
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular
Espaço de Unidade de Ação

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Correios não podem contratar terceirizados para área-fim


Correios não podem contratar terceirizados para área-fim

A ECT - Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos está proibida de abrir processo licitatório ou concluir licitação iniciada após 19/7/12 destinado à contratação de mão de obra terceirizada nos casos de agente, técnico e especialista, que incluem atendentes comerciais, carteiros, motoristas, operadores de triagem, transbordo e suporte.
A decisão é da 2ª turma do TRT da 10ª região, seguindo voto do relator do processo, desembargador Brasilino Ramos. A proibição vale até o trânsito em julgado da ação. Caso descumpra a decisão, a ECT será multada em R$ 1 milhão por licitação que venha a ser iniciada ou concluída.
O relator deferiu a antecipação dos efeitos da tutela pedida pela Fentect - Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas Correios e Telégrafos e Similares. Segundo o magistrado, ficou comprovada nos autos a conduta da estatal de preterição de candidatos aprovados em concurso público em prol de empregados terceirizados em áreas atreladas às atividades-fim da ECT, o que impossibilita, a longo prazo, a ocupação desses postos de trabalho por empregados admitidos por concurso público.
Ao julgar a ação ajuizada pela Fentect, a juíza Laura Ramos Morais, da 13ª vara de Brasília, condenou a ECT, sem concessão de tutela antecipada, a se abster de abrir processo licitatório para contratação de mão de obra terceirizada e linha de transportes de objetos postais e declarou a ilegalidade da terceirização das seguintes atividades-fim da empresa: recebimento, triagem, encaminhamento e transporte de objetos postais.
A estatal recorreu ao TRT da 10ª região alegando que a contratação foi legal em face das necessidades emergenciais de serviços, o que é previsto na lei 6.019/74. Em seu voto, o desembargador Brasilino Ramos argumentou que a terceirização deve se dirigir ao trabalho temporário e para a atividade-meio, constituindo-se modalidade excepcional de arregimentação de mão de obra. "O fenômeno jurídico, assim, não pode ser confundido como mero fornecimento de mão de obra de uma empresa a outra", disse.
O magistrado destacou que a doutrina e a jurisprudência apontam no entendimento de que a atividade-meio seria aquela não inerente ao objetivo principal da empresa, tratando-se de serviço necessário, mas sem relação direta com a atividade principal da empresa. Ele citou ainda a súmula 331 do TST, que enumera as hipóteses da terceirização lícita.
"No caso, é incontroverso que a terceirização efetuada pela ECT está atrelada às atividades adstritas à sua área-fim; tais atividades, como se depreende, estão intrinsecamente ligadas à sua própria atividade-fim, constituindo o núcleo da dinâmica empresarial, não se tratando, pois, de atividades periféricas. Não permitem, portanto, a intermediação detectada nos autos”, sustentou.
Concurso público
De acordo com o desembargador Brasilino Ramos, a terceirização na ECT viola o artigo 37 da CF/88, o qual prevê que a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público. "A conduta adotada reiteradamente pela empresa de terceirizar atividades-fim, conforme denunciam os inúmeros documentos carreados nos autos, mesmo contando com candidatos aprovados em concurso público, aguardando nomeação, viola frontalmente a mencionada norma constitucional", afirmou.
O relator destacou que a contratação de mão de obra terceirizada para atividades-fim da ECT abrange toda a extensão territorial do país, mesmo com inúmeras decisões de TRTs sinalizando sua ilegalidade. "Nem mesmo a alegação de que as contratações encontram respaldo na Lei 6.019/74 altera o desfecho da demanda. Isso porque, conforme o artigo 2ª desta lei, trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços", observou.
Segundo o magistrado, não há nos autos nenhuma prova de que a ECT teve essas necessidades. "Ao contrário, tendo em conta a gama de atividades-fim que foram objetos de terceirização e também a circunstância detectada na sentença recorrida de que os contratos temporários firmados pela ECT não observam o prazo máximo de três meses, verifica-se que, na verdade, a empresa se utilizou desse meio para suprir as necessidades normais de mão de obra", ponderou.
  • Processo: 0001373.2012.013.10.00.1
Fonte: TRT da 10ª região

domingo, 16 de junho de 2013

O SEMINÁRIO NACIONAL DA FNTC MUDOU DE LOCAL

O SEMINÁRIO NACIONAL DA FNTC MUDOU DE LOCAL

Será na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ
Endereço: Rua Moncorvo Filho, 8 - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Referências: Hospital Souza Aguiar / Campo de Santana / Central do Brasil 

https://www.facebook.com/events/136117139925523/?fref=ts

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Seminário Nacional da FNTC, dia 22 de junho, no Rio de Janeiro

Seminário Nacional da FNTC
Privatização dos Correios no Brasil e as lutas dos trabalhadores ecetistas
Dia 22 de junho (sábado), de 9 às 17 horas.

Local: sede da CSP-Conlutas-RJ
Rua Evaristo da Veiga, 16 – 18º andar – Cinelândia – Rio de Janeiro – RJ

Palestras seguidas de debates em plenário

De 9 às 12h
        As políticas de privatização nos 10 anos de governos do PT.
Com Artur Gibson, membro do ILAESE – Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos.

De 14 às 17h
Privatização dos Correios: Planejamento Estratégico Correios 2020 e plano Postal Saúde.
Com Heitor Fernandes, membro da FNTC e da CSP Conlutas – Central Sindical e Popular.



terça-feira, 11 de junho de 2013

TODO APOIO A GREVE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS DE PORTUGAL

Adesão à greve dos carteiros de 85,21%

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral.
A adesão à greve dos trabalhadores dos CTT, na área da distribuição na região de Lisboa, era, às 09:20, de 85,12%, adiantou uma fonte do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações(SNCT).
"No que diz respeito aos carteiros, num universo de 780 trabalhadores, temos uma adesão de 85,12%", adiantou à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNCT), que convocou a paralisação.
Vítor Narciso explicou que ainda não tem mais dados concretos sobre a adesão à greve dos carteiros dos funcionários das estações de correio, que abrem ao público entre as 08:30 e as 09:00.
Contudo, o sindicalista adiantou que às 09:15 só tinha informação de que estavam abertas as estações de correio do Carregado e Rio de Mouro, cujo atendimento está a ser assegurado pelos chefes de estação.
"Sobre as estações de correio, gostaria apenas de adiantar que todas vão estar abertas porque foram dadas indicações, [por parte da administração da empresa] às chefias de que teriam de abrir as estações e assegurar o atendimento, mesmo que o Tribunal Arbitral não tenha decretado a abertura das estações", disse.
Vítor Narciso acrescentou também que a administração dos CTT, num e-mail que enviou às chefias, pediu que mesmo as estações que encerram à hora de almoço devem permanecer abertas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Governo Dilma muda novamente o Estatuto dos Correios e quer privatizar o Plano de Saúde

DENÚNCIA

No mês passado a presidenta Dilma, o ministro Paulo Bernardo e a ministra Miriam Belchior aprovaram um novo Estatuto Social da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, por meio do Decreto nº 8.016 e revogaram na íntegra o decreto anterior aprovado no ano de 2011, mas já desatualizado diante da necessidade deles em escancarar a “modernização” dos serviços dos Correios.

O objetivo deles é adequar os Correios para a privatização moderna do governo petista. E como principal instrumento para aplicação deste objetivo o governo conta com oPlano Estratégico Correios 2020 aprovado pelo Conselho de Administração da empresa em abril de 2011. O tal plano é uma espécie de manual de bordo que ajudará na materialização de todas as possibilidades privatizantes abertas pelas recentes iniciativas do governo.

O ataque do momento agora é em nosso plano de saúde, o CorreiosSaúde, que eles querem trocar pelo plano privatizante Postal Saúde criado na calada da noite.

É urgente a necessidade de uma campanha nacional de lutas, UNIDADE DE AÇÃO entre todos os sindicatos da categoria, seja qual for a central sindical ou federação aos quais sejam filiados.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Trabalhadores dos Correios de 10 estados fazem plenária para organizar lutas e fortalecer a FNTC

Trabalhadores dos Correios fazem plenária para organizar lutas e fortalecer a FNTC

Encontro reuniu trabalhadores de dez estados em oposição à Fentect

 
Organizar a defesa dos Correios contra a privatização
O governo Dilma, há dois anos, aplicou a MP 532, que transformou a empresa em Sociedade Anônima e foi sancionada se tornando lei. Além de vender e comprar ações, a medida abre possibilidade de criações de subsidiárias nos correios. Agora, a direção da ECT elaborou um Projeto Estratégico chamado Correios 2020. Na prática, organiza o processo de privatização em três ciclos e materializa, já esse ano, duros ataques à categoria.
 
O primeiro passo da privatização se passa no plano de saúde. A direção da ECT criou o Postal Saúde, um novo plano, com parceria público-privada, com cobrança de mensalidade dos trabalhadores. O objetivo da ECT é ter um plano que dê lucro e não que atenda à categoria. O encontro armou os trabalhadores para enfrentar esses ataques, denunciando a política privatista de Dilma, assim como vem fazendo com petróleo, portos e aeroportos.
 
Fortalecer uma alternativa na base
Debateu-se a necessidade de fazer um amplo debate com a categoria de unificar a campanha salarial com pauta e mesa única e de comando de um por base. A FNTC entende que é preciso ganhar a categoria para lutar contra a divisão burocrática da Fentect e da Findect. Por isso, a unidade de ação da categoria para lutar contra a sobrecarga, por salário e contra a privatização.
 
Também se aprofundou o tema de potencializar uma alternativa real para os trabalhadores e a consolidação da FNTC na base. Hoje, a Fentect, apesar da mudança da sua direção, e a Findect não representam uma alternativa real de luta, pois continuam burocráticas e governistas. O exemplo é a paralisia completa das duas federações na luta pela PLR.
 
Por isso, uma das discussões importantes foi a estruturação na base da FNTC, elegendo uma coordenação e apontando um indicativo de ruptura com a Fentect e a construção de um amplo congresso em novembro. Frente à falência política da Fentect e Findect, a FNTC passa a ser uma necessidade para enfrentar os ataques impostos a categoria.
 
Esse Plenária expressou de forma categórica que o movimento sindical combativo não se dobrou, que não se vendeu, que não fez da luta sindical um trampolim para pegar cargos na empresa. Apesar dos ataques impostos pelo governo Dilma, a categoria começa a dar respostas claras e prepara para esse ano uma forte greve, assim como os trabalhadores de todo o país começam entrar em ação. As diversas greves de 2012 foram 63% maiores do que em 2011. Por isso, a consolidação da FNTC é um passo determinante para organizar a categoria nos principais embates do próximo período.

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